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O pudim e a Merda.
by Tremoço
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O pudim e a Merda
Meus caros,
Desde os meus 13 anos, que venho a debruçar o meu
pensamento sobre o que aqui vou escrever.
Como devem de ter reparado, escrevi a palavra Merda com
maiúscula no início, isto prende-se com o facto de viver em Portugal e como
sabem, aqui faz-se, pensa-se e consome-se muita Merda.
Há até momentos em que penso que
a merda é a razão de tudo, dado
que é uma palavra elástica, que serve para classificar imensas coisas, serve
para prenunciar quando estamos com um estado de espírito alterado, entre outros
proveitos da palavra em si.
Quando penso nisto, e dado que os pensamentos são como as
cerejas (não por provocarem caganeira), acabo sempre a pensar porque razão, uma
palavra tão prenunciada não tem direito de entrada na grande parte dos nossos
dicionários que nos brindam com os seus significados.
Também não percebo por que raio, a merda do editor de texto
que uso, não reconhece a palavra merda…talvez seja muito educadinho ou talvez
tenha sido feito por um membro do jet7,
que por acaso não deve defecar, dado que isso é pouco chique e ainda não
inventaram papel higiénico da channel.
Acho que deveria de haver mais informação relativa à merda,
dado que por vezes, quando ouvia alguém a mandar alguém à merda, nunca consegui
perceber bem onde era tal sitio tão citado. Por vezes cheguei a pensar que se
estava a mandar alguém ir comprar 1 kg de merda ou assim… outras vezes pensava
que os estavam a mandar para muito longe, dado que não sabia onde ficava tal
terriola, e pelos vistos, algumas pessoas, como talvez não lhes apetece-se ir a
merda, ripostavam com um “vai tu”. As vezes o segundo orador, chegava inclusive
a citar a profissão da mãe do 1º orador ou a descreve-la de uma forma um tanto
ao quanto vulgar.
Agora que já sou crescidinho e tenho noção que a merda é
algo que faz parte da nossa vida, chego até a achar que deveria de haver
catalogação da merda, tipo como os vinhos (branco ou tinto, frutado, etc),
senão vejamos: a merda pode ser mais ou
menos encorpada, pode ter uma textura forte, ser de odor intenso ou menos
intenso, ter diferentes tonalidades e odores, e desconfio que também
deve ter sabores diferentes (quanto a
esta questão, aceito emails de pessoas devidamente credenciadas na matéria,
para ajudar a aprofundar o tema).
Em relação a proveitos, a merda em si, como algo palpável
e de forte odor, é algo que tem proveitos imensos. Existe uma série de coisas
que se pode fazer com a merda, passando pela fertilização de plantas, à
utilização como bio-gas e até como conteúdo de partidas.
Entre os vários prazeres da vida, um deles é comer, e como
sabem, grande parte do que entra também sai, dai que tudo acaba num belo dum
montinho, com acabamento tipo mousse de chocolate (ou para os mais tradicionais,
de morcela ou alheira). E isso também pode ser proveitoso e dar algum prazer.
Quem nunca esteve aflito ou apertado
para ir visitar o trono e brinda-lo com um belo dum presente ao som de alguns
sinais sonoros fará afoguetar a festança? Pois é, e nessas alturas aquilo
para alem de uma necessidade e de um alívio, é um prazer tremendo para o qual
não consigo encontrar palavras.
Depois há quem leve isso mais além e aproveite ao máximo o
prazer que é a defecação, fazendo-o de forma relaxada, num silêncio e
concentração absolutos, ocasionalmente interrompido por um estrondo ou outro,
mas sempre concentrados. A este gosto de apelidar de cagha iogys.
Há os rapidinhos que apesar de gostarem do acto em si, são
stressados e tal como em outros actos, também na sanita não demoram mais de 2
minutos. E por fim há os tais ditos
normais que levam um jornal desportivo ou a revista “Maria vai a fonte” para
lerem, enquanto estão sentadinhos no seu trono…isto sim, isto é que é ter estilo
de vida.
Por mais ou menos que se queira, tudo acaba feito em merda
e tudo começa na merda…é tipo o ciclo da agua. Por mais se que se queira, esta é
a horrível verdade. Portanto vejam a merda como a coisa mais natural do mundo,
pratiquem-na de forma constante mas acima de tudo, aprendam com ela.
A propósito de pudim, a minha vizinha faz um Pudim que é de
bradar aos céus…e já se sabe em que forma o pudim vai ser expelido.
Desde que o
Sócrates e o Santana leram este texto, nunca mais foram os mesmos, e
encararam o facto de fazerem merda como algo do mais natural que há….
Tu ainda estas a tempo de mudar a tua vida.. FORÇA NISSO…
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